O combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira atingiu, em 2025, um nível sem precedentes. De acordo com a Polícia Federal, as operações conjuntas com o Ibama, a Funai e a Força Nacional resultaram em mais de 270 dragas e balsas destruídas, além da apreensão de armas, motores e mercúrio. O prejuízo total às atividades criminosas já ultrapassa R$ 1 bilhão, somando danos ambientais, evasão de divisas e destruição de equipamentos.
🔥 Operações marcantes do ano
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Golden Border e Águas Claras (RO/MT) – Desmantelaram acampamentos e apreenderam toneladas de combustível e maquinário.
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Xapiri (AM) – Identificou 25 trabalhadores em condições análogas à escravidão e destruiu 31 balsas em terras indígenas.
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Leviatã/Boiúna (RO/AM) – Maior ofensiva do ano, com 138 embarcações inutilizadas em Rondônia.
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Hefesto II (RO) – Revelou o uso de dragas de grande porte financiadas por grupos organizados.
⚖️ Crime e meio ambiente
As investigações apontam que o garimpo ilegal deixou de ser uma prática artesanal e passou a ser comandado por organizações criminosas, com estrutura logística e proteção armada. Além de causar perda de arrecadação e evasão de ouro, o garimpo causa contaminação por mercúrio, destrói o leito do rio e ameaça a subsistência de comunidades ribeirinhas e povos indígenas.
“O combate ao garimpo ilegal é uma questão ambiental, econômica e de soberania nacional”, reforçou a PF em nota.
🌱 Desafio permanente
Apesar dos resultados expressivos, o desafio continua. A rápida reposição de maquinário e o poder financeiro do crime exigem ações permanentes e integradas. A Polícia Federal deve manter a ofensiva, reforçando o compromisso do Estado com a proteção da Amazônia e a soberania nacional.
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