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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Notícias/Polícia

Fabricante de Armas do CV Volta a Ser Preso

Após audiência de custódia liberar o acusado, ação do Ministério Público garantiu sua prisão preventiva por envolvimento com o crime organizado.

Fabricante de Armas do CV Volta a Ser Preso
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A Polícia Militar e a Polícia Penal cumpriram um mandado de prisão contra Antônio Fernandes S., de 51 anos, considerado foragido. No último domingo (19), ele foi detido no bairro Mariana, zona Leste de Porto Velho, com duas submetralhadoras artesanais e uma balestra (besta).

De acordo com as autoridades, Antônio era responsável pela fabricação de armas caseiras para a facção criminosa Comando Vermelho na capital. No entanto, ele foi solto no dia seguinte após audiência de custódia, quando a Justiça considerou que a entrada da polícia em sua residência não havia sido autorizada.

O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), recorreu da decisão. Na última quinta-feira (23), o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) acatou o recurso, restabelecendo a prisão em flagrante e convertendo-a em preventiva.

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O desembargador responsável destacou a gravidade do crime, o risco de reincidência e a possibilidade de fuga, além de reforçar que o acusado já cumpria pena em regime semiaberto e estava foragido. Também foi considerada a conexão do suspeito com ações recentes de violência atribuídas à facção, que têm desestabilizado a segurança pública em várias cidades de Rondônia.

O mandado de prisão foi cumprido, e Antônio foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Os equipamentos utilizados na fabricação de armas foram apreendidos.


Nota Oficial do MPRO:
 
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio de seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 29ª Promotoria de Justiça de Porto Velho/RO, conseguiu na data de hoje (23/1), junto a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO), uma liminar em medida cautelar inominada em recurso em sentido estrito, interposto contra decisão proferida em audiência de custódia realizada em 1ª instância no dia (20/1), que havia relaxado a prisão em flagrante de suposto integrante de organização criminosa, preso pela Polícia Militar no dia 19 deste mês, em razão da suposta prática dos crimes de comércio ilegal e posse ilegal de arma de fogo e munição de uso permitido e restrito.
 
Na decisão liminar, o Desembargador do TJRO reconheceu a legalidade da prisão em flagrante realizada pela Polícia Militar e ratificada pelo Delegado de Polícia Civil que recebeu a ocorrência da Central de Flagrantes e autuou o conduzido em flagrante delito pela suposta prática do crime de comércio ilegal de arma de fogo. Na sequência, o Desembargador acolheu o segundo pedido formulado pelo MPRO e converteu a prisão em flagrante do conduzido em prisão preventiva, por entender presentes os pressupostos, fundamentos e requisitos previstos nos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal.
 
Nessa decisão, também foi considerada a gravidade concreta do crime, a possibilidade de reiteração delitiva do agente e o risco de fuga do distrito da culpa, além do fato de o conduzido ser suposto fornecedor de armas de fogo para organização criminosa e ter sido flagrado em nova prática delitiva antes mesmo de terminar o cumprimento da pena aplicada em condenação anterior por crime idêntico, inclusive estava foragido do regime semiaberto.
 
A prisão em flagrante restabelecida pelo TJRO ocorreu no contexto da onda de ataques e incêndios praticados por integrantes de organização criminosa em retaliação a ações legítimas do Estado, que, em um contexto geral, estão agindo friamente como uma organização criminosa violenta, bem administrada, com ações planejadas, específicas, e bastante contundentes, cujas ações, nos últimos dias, se espalharam pelas cidades de Porto Velho, União Bandeirantes, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Mirante da Serra, dentre outras, todas no sentido de desestabilizar a segurança pública do Estado de Rondônia e colocar em risco a segurança da população.
O mandado de prisão preventiva, expedido pelo TJRO, foi cumprido nesta data e o conduzido será recolhido ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
 
O MPRO reforça seu compromisso em defesa da sociedade, da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos sociais e individuais indisponíveis, atuando incessantemente em parceria com as forças de segurança e outros setores do Estado no combate ao crime organizado, destacando-se, no caso, a atuação da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Polícia Penal (PP), Polícia Técnico-científica (Politec), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO) da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec).
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