A Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram uma grande operação contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, em Rondônia. Ao todo, 49 embarcações — entre balsas e dragas de médio e grande porte — foram destruídas durante a ação, que ocorreu entre os distritos de Aliança, São Carlos e Nazaré, em Porto Velho.
Segundo os agentes, os equipamentos eram usados em uma estrutura altamente organizada de extração ilegal de ouro, muito diferente dos garimpos artesanais. Como não havia condições de remover as embarcações, elas foram inutilizadas no local./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/q/0/4AkBCWS2qxHIc1geqwNQ/imagem-do-whatsapp-de-2025-10-26-a-s-11.06.59-99d1e4d5.jpg)
Os policiais também apreenderam celulares e frascos de mercúrio — substância tóxica utilizada para separar o ouro de outros materiais. A operação faz parte de uma série de ações recentes, como as operações Leviatá e Boiuna, que vêm sendo executadas para frear o avanço do garimpo ilegal na Amazônia Legal.
As autoridades agora investigam quem financia, organiza e compra o ouro extraído de forma ilícita. Os suspeitos podem responder por crimes ambientais, exploração ilegal de recursos da União e formação de quadrilha.
A PF reforçou que continuará atuando para proteger a Amazônia e combater o garimpo ilegal na região.