Um pescador de Presidente Médici (RO) viralizou nas redes sociais após capturar um pirarucu de 2,22 metros no Rio Machado, um dos principais cursos d’água da região central de Rondônia. O vídeo, compartilhado nesta semana, mostra o momento em que o pescador Alexandro Silva mede o peixe gigante e comemora a façanha.
“Batendo o recorde, 2,22 metros!”, disse Alexandro, que afirma viver da pesca artesanal.
Segundo ele, o grupo levou cerca de duas horas para retirar o peixe da água.
“Foi difícil, mas conseguimos cercar e capturar”, relatou.
O pirarucu (Arapaima gigas), que pode ultrapassar três metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos, é um dos maiores peixes de água doce do mundo e símbolo das águas amazônicas.
🐟 Espécie invasora em parte de Rondônia
Apesar de nativo da Amazônia, o pirarucu é considerado invasor em alguns rios de Rondônia, especialmente onde não ocorre naturalmente.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) alerta que a presença descontrolada da espécie pode causar desequilíbrio ecológico, já que o peixe é um predador de topo e se alimenta de espécies nativas menores.
Em 2025, a Sedam realizou duas etapas de manejo controlado na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques, resultando na retirada de 22,7 toneladas de pirarucu, o equivalente a 415 exemplares.
🌱 Manejo sustentável e renda para comunidades
A analista ambiental Chirlaine Varão, coordenadora das ações de manejo, destacou que o trabalho combina conhecimento técnico e saberes tradicionais das comunidades ribeirinhas.
“Cada etapa é planejada com base na experiência das comunidades locais, garantindo sustentabilidade e equilíbrio ambiental”, explicou.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, reforçou que o manejo do pirarucu tem duplo impacto positivo:
“Contribui para o equilíbrio ambiental e fortalece a economia das comunidades extrativistas, que passam a gerar renda de forma sustentável”, afirmou.
O episódio reforça a importância do manejo responsável da fauna aquática em Rondônia, que busca preservar a biodiversidade amazônica e, ao mesmo tempo, apoiar as famílias que dependem da pesca artesanal para sobreviver.